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Encontro de Grupo Reflexivo debate responsabilização e os impactos da violência contra a mulher em Pereira Barreto

No dia 3 de junho de 2026, foi realizado mais um encontro do Grupo Reflexivo voltado para a discussão de temas fundamentais de conscientização social e cidadania. Ministrada pela Secretária de Assistência Social, Giselle Maria dos Santos, juntamente com a assistente social e técnica da Central de Penas, Patricia de Carvalho Bronzato, a reunião teve como tema central a “Responsabilização e Compreensão de Fato”.

O evento promoveu um espaço de diálogo direto com os participantes, que estão cumprindo medidas protetivas, incentivando a autoavaliação sobre as consequências de suas escolhas e a importância de assumir a autoria de seus comportamentos.

Desmistificando a Violência e Assumindo a Responsabilidade

A palestra teve início com uma introdução sobre o conceito de responsabilidade e o impacto do cumprimento — ou descumprimento — das obrigações na vida de cada indivíduo. As palestrantes destacaram que refletir sobre a violência contra a mulher exige, prioritariamente, a disposição para compreender a realidade dos fatos sem transferir culpas.

Durante os debates, foi enfatizado que a violência de gênero não se restringe às agressões físicas, englobando também:

As técnicas pontuaram que fatores como dificuldades financeiras, ciúmes, conflitos familiares, problemas emocionais ou o uso de álcool, embora contextualizem uma situação, jamais justificam atos de violência. A responsabilidade pessoal passa pelo entendimento de que cada indivíduo é o único autor de suas ações, não cabendo a terceirização da culpa para as circunstâncias ou para a parceira.

Desconstrução de Crenças e o Impacto Multilateral

O encontro propôs uma análise profunda sobre pensamentos e crenças enraizadas que reforçam relações de poder, controle e desigualdade entre homens e mulheres. Segundo a abordagem assistencial, muitas atitudes historicamente tidas como “normais” ou “naturais” mascaram comportamentos que ferem a dignidade e a autonomia feminina.

Outro ponto de forte reflexão foi o impacto sistêmico da violência. Os participantes foram levados a avaliar as consequências de seus atos, que ultrapassam o âmbito individual e geram reflexos profundos em três grandes pilares:

  1. Familiar e Social: Danos duradouros à saúde física e emocional da mulher, afetando diretamente o desenvolvimento dos filhos e os vínculos comunitários.
  2. Trabalhista: Prejuízos profissionais e instabilidade na rotina produtiva de todos os envolvidos.
  3. Legal: A necessidade de compreender que a mudança de comportamento deve visar a construção de relações baseadas no respeito mútuo e no diálogo, e não apenas o medo de sanções jurídicas.

Espaço de Interação e Mudança Comportamental

O Grupo Reflexivo consolidou-se como uma oportunidade real de aprendizado e transformação. Durante a dinâmica, os participantes interagiram de forma ativa, compartilhando os motivos que os levaram a cumprir as medidas protetivas e analisando as responsabilidades individuais de cada caso.

Ao final, as palestrantes reforçaram que o propósito do grupo não é apenas relatar o ocorrido, mas identificar os gatilhos dos comportamentos violentos para desenvolver formas saudáveis de resolução de conflitos. A responsabilização é vista como o elemento essencial para reconhecer erros, reparar danos e pavimentar o caminho para uma sociedade mais justa, onde a promoção de relações seguras e o respeito aos direitos das mulheres sejam compromissos coletivos e individuais.

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