Prefeitura Municipal alerta toda a população sobre o aparecimento de arraias nos rios de Pereira Barreto

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Animais têm sido avistados em diversos pontos do município e representam um risco para pescadores e banhistas.

A Prefeitura da Estância Turística de Pereira Barreto, através da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, alerta a toda população para o aparecimento de arraias no município. O avistamento de arraias em vários pontos do rio Tietê, em Pereira Barreto, começaram no primeiro semestre de 2020. As arraias, embora sejam peixes pouco agressivos, representam um risco aos banhistas, pois podem inocular veneno por meio de ferrões na cauda,  causando dores intensas e necrose da pele.

A Secretaria Municipal de Turismo e Cultura já está tomando providências e entrou em contato com dois conceituados professores que são especialistas em arraias de água doce: o Professor Doutor Vidal Haddad Junior e a Professora Mestre Isleide Saraiva Rocha Moreira, ambos da UNESP de Botucatu.

Os professores irão realizar três palestras, via online, voltadas a diferentes públicos-alvo para conscientização e orientações sobre como lidar com as arraias de água doce. O primeiro encontro será realizado no dia 23 de Fevereiro, a partir das 14h30min, com pescadores profissionais de Pereira Barreto. A segunda e terceira palestras acontecerão no dia 25 de Fevereiro, às 9h30min, voltada para profissionais da Saúde da Atenção Básica e Pronto Socorro e depois às 15h30min, voltada para autoridades locais.

As arraias hoje são comuns ao longo do rio Paraná e no rio Tietê, onde também não existiam. Em 1982, a extensão do Alto rio Paraná teve profundas alterações por invasão de novas espécies de peixes, devido ao represamento do reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu, do qual foi submerso o Salto de Sete Quedas, deixando de ser uma barreira natural para a fauna aquática do baixo rio Paraná. Com isso, as arraias atingiram o trecho médio do rio Paraná. No ano de 2005, com o início das pesquisas sobre as arraias no rio Paraná, os pesquisadores alertaram que a expansão da espécie se estenderia para o rio Tietê devido a Foz com o Rio Paraná.

As arraias são peixes cartilaginosos e não possuem predadores naturais, o ferrão da arraia fica na cauda, são rígidos e serrilhados e contêm muco rico em células glandulares com toxinas que causam inflamação e dor importante nos primeiros estágios e necrose da pele em fases posteriores do envenenamento. Como as arraias tendem a se enterrar na areia, os banhistas podem ser acidentados ao pisarem nos peixes nas praias artificiais utilizadas para lazer no rio Tietê.

Os acidentes ocasionados pelas arraias são considerados traumáticos e peçonhentos devido

a lesão puntiforme e a toxina liberada ao romper a fina camada de muco que recobre o ferrão. A maioria dos acidentes acontece com os pescadores ao manusear a rede ou anzol para a retirada da arraia, mas é característica das arrais jovens ficar em locais menos profundos, podendo ocasionar acidente com banhistas em praias. A vítima se queixa de dor intensa, desproporcional ao tamanho da lesão.

O atendimento imediato pelo serviço de saúde é muito importante, sendo este necessário para inspeção do local lesionado, higienização, antibiocoterapia, vacina antitetânica e encaminhamento para a unidade básica para acompanhamento do curativo devido necrose da pele posterior. Devido a pandemia da Covid-19, a Praia Municipal “Pôr do Sol” está fechada, portanto, é muito importante que as pessoas tenham muito cuidado ao entrar na água, não somente na praia mas também em outros locais.

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